A Sala 39 da Coreia do Norte: O Cofre Secreto que Financia uma Ditadura

Descubra o que é a misteriosa Sala 39 da Coreia do Norte, como ela funciona e por que ninguém fala abertamente sobre ela.

MISTERIOS

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A Sala 39 da Coreia do Norte: O Cofre Secreto que Financia uma Ditadura

Você já se perguntou como um país quase completamente isolado do mundo consegue manter um exército gigantesco, desenvolver mísseis nucleares e ainda sustentar o estilo de vida luxuoso de seus líderes? A resposta pode estar numa organização tão secreta que nem tem um endereço oficial: a Sala 39.

O que é a Sala 39?

A Sala 39 — também chamada de Bureau 39 — é uma unidade secreta do governo norte-coreano criada por volta de 1970, durante o regime de Kim Il-sung. Sua função principal é simples na teoria, mas assustadora na prática: gerar dinheiro para a família Kim por qualquer meio necessário.

Ninguém sabe exatamente onde ela fica. Especula-se que opere a partir de Pyongyang, possivelmente dentro do Partido dos Trabalhadores da Coreia. O que se sabe é que ela existe, movimenta bilhões de dólares e está nas mãos de pessoas extremamente próximas ao ditador.

Como ela gera dinheiro?

Aqui começa a parte mais surpreendente. A Sala 39 é suspeita de estar por trás de uma série de atividades bastante variadas — algumas legais, outras nem um pouco:

  • Exportação de minerais e frutos do mar por meio de empresas fantasmas espalhadas pelo mundo

  • Falsificação de dólares americanos — as chamadas supernotes, notas tão bem feitas que chegaram a enganar bancos

  • Tráfico de drogas, especialmente metanfetamina, produzida industrialmente dentro do país

  • Seguros fraudulentos, com empresas criadas só para dar golpes e sumir

  • Venda de armas para grupos e governos que não fazem perguntas

  • Cibercrimes, incluindo o famoso roubo de US$ 81 milhões do Banco Central de Bangladesh em 2016, atribuído a hackers ligados ao regime

Estima-se que a Sala 39 movimente entre 500 milhões e 2 bilhões de dólares por ano. Tudo fora do radar, tudo em dinheiro vivo ou criptomoedas.

Por que isso importa?

Porque boa parte desse dinheiro vai direto para o programa nuclear norte-coreano — aquele que mantém o mundo em alerta há décadas. Enquanto a população comum da Coreia do Norte enfrenta fome e pobreza extrema, o dinheiro da Sala 39 paga por mísseis balísticos, festas privadas e carros de luxo importados ilegalmente.

É, basicamente, um estado paralelo dentro do estado. Um caixa dois de proporções históricas.

O que acontece com quem descobre demais?

Essa é a pergunta que ninguém responde abertamente. Desertores que trabalharam próximos ao sistema relatam que a regra básica é: silêncio ou desaparecimento. Alguns analistas que estudaram a fundo a estrutura da Sala 39 receberam ameaças. Outros simplesmente param de falar sobre o assunto.

O que torna tudo mais perturbador é que vários países ocidentais sabem da existência da Sala 39 há décadas — e as sanções internacionais mal arranham sua operação.

Curiosidade final

Em 2016, quando hackers norte-coreanos tentaram roubar 1 bilhão de dólares do sistema bancário global, um erro de digitação numa ordem de transferência foi o único motivo pelo qual o roubo não foi completo. Um bilhão de dólares quase roubado por um erro de ortografia. Se não fosse tão assustador, seria engraçado.

A Sala 39 é um lembrete de que os maiores mistérios do mundo não estão em pirâmides ou florestas inexploradas — estão em salas sem placa, dentro de países que o Google Maps mal consegue mostrar.

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